Cronologia do Venerável Pe. Rodolfo Komórek



1890 - Nasceu Rodolfo Komórek em Bielsko (Silésia), a 11 de outubro. Seus pais - João Komórek (ferreiro) e Inês Gach (parteira). Seus irmãos: Maria (dona-de-casa), Roberto (engenheiro), João (artista/cantor), Wanda (professora) e Leopoldo (industrial). Valéria morreu logo após o batismo. O ambiente familiar proporcionou aos filhos sólida educação cristã. Foi batizado em 30 de novembro, na Igreja Paroquial de Bielsko.


"Desde menino era bom e piedoso. Assim também como estudante de ginásio. Era o melhor dos seis filhos (...) Era humilde, falava pouco, rezava, estudava com afinco até noite adiantada. Muitas vezes adormeceu por cima dos livros. Nõa fazia mal a ninguém. Seu boletim era sempre o melhor" (carta de sua irmã Wanda).

 





1896 - Passa, depois do jardim de infância, à escola elementar.

1901 - Matricula-se no Ginásio Estadual de Bielsko, encerrando o curso com brilhantismo em julho de 1909.



 1909 - Terminado o curso ginasial, prestando o exame de suficiência em 13 de julho, foi aprovação com distinção. Conseguida a madureza clássica, entra, em 30 de setembro, para o seminário de Weidenau, agregado ao seminário Breslau, onde se preparavam os padres para a Silésia do sul, então sob dominação austríaca. Recebe a batina do Reitor Pe. Leonardo Stampefl.

1910 - A 20 de julho recebia o Santo Sacramento da Crisma. Por sua piedade e bondade era muito benquisto no Seminário e desde então era chamado de "São Luis". Seu espírito de mortificação era tão intenso que o Reitor teve que controlá-lo em seus jejuns. Vindo à casa, durante as férias, edificava os paroquianos de Bielsko com sua figura ascética e recolhida e a posição devota na igreja. 

1911 - Recebe a tonsura das mãos do Cardeal Kopp, a 11 de julho.

Pe. Rodolfo no tempo de Seminário
1913 - Conforme o uso da época, recebeu todas as ordens sagradas no último ano de teologia. No dia 11 de março recebia as quatro Ordens Menores das mãos do Cardeal Augustin. No dia 13 do mesmo mês recebia o Subdiaconato. E no dia 15 era ordenado Diácono pelas mãos do mesmo Cardeal. Todas estas Ordens foram conferidas em Breslávia. A Ordenação Sacerdotal, porém, que se realizou a 22 de julho, foi-lhe conferida pelo Cardeal Kopp, na Capela do Seminário. Pe. Rodolfo desejava passar essa grande data em máximo silêncio e recolhimento. Foi então, o Retor do Seminário que deu a notícia de sua Ordenação a seus parentes. Com grandíssima devoção celebrava, pouco depois, sua primeira Missa em Bielsko. Em 01 de agosto foi designado como Vigário Cooperador de Strumien (Schwartzwasser) no distrito de Bielsko, onde trabalhou por sete meses.

Pe. Rodolfo ouvindo os rumores da guerra
1914 - Nesta época, sentiam-se já os rumores da guerra próxima, e o Pe. Rodolfo não resistindo ao desejo de sacrifício e caridade, fez um pedido à 02 de fevereiro, ao imperial Ministério da Guerra de Viena para ser Capelão Militar da Reserva. Em 01 de março, seu pedido foi aceito pelo Imperador Francisco José I, e o Pe. Rodolfo foi nomeado 7º Capitão, do Regimento nº 100 da Infantaria. Permaneceu como encarregado da cura das almas do hospital da fortaleza e Cracóvia até 01 de agosto de 1916.




"Visitei-o uma vez no hospital de Cracóvia, quando  do meu licenciamento do front. Os doentes o amavam muito. Estava sempre no meio deles, procurando aliviar-lhes so sofrimentos" (carta de seu irmão Roberto). 

1916 - Por seu zelo foi condecorado a 05 de maio, com a Cruz espiritual de Mérito de 2ª classe.
Pe. Rodolfo condecorado
 "Excelente e sacrificado serviço diante do inimigo. Desde o início da guerra, como capelão do hospital de guarnição, desempenhou ele os seus deveres com zelo e dedicação verdadeiramente extraordinários, pronto dia e noite para dispensar aos feridos e doentes o conforto espiritual. Raro exemplo de sacerdote que se consumia de modo ideal pelos compromissos de sua vocação. Merece ser condecorado pela suprema autoridade" - Motivo da sua condecoração.

1918
- No verão deste ano, Pe. Rodolfo partiu com um destacamento de soldados para o front italiano de Wirchberg, no Tirol. Lá caiu prisioneiro desde os primeiros dias de novembro até o final de dezembro.

1919 - Voltando para sua pátria, ao término da Guerra, foi nomeado no dia 01 de janeiro como Vigário Cooperador em Pogwisdow, onde viveu como um eremita na pobreza absoluta. Já neste ano fez o pedido ao seu bispo para deixar a Diocese e entrar na Congregação dos Salesianos de Dom Bosco.

1921 - Recebeu as cartas demissionárias da diocese, em 12 de julho.

1922 - Sua mãe adoeceu gravemente e Pe. Rodolfo foi chamado urgentemente ao seu leito de morte. Após ministrar a Unção dos Enfermos, deu-lhe a última bênção. Após a morte da mãe, voltou à sua Paróquia para um breve periodo. Em 07 de julho já se apresentava ao Inspetor Salesiano na Costa de Cracóvia. Fez os exercícios espirituais em Oswiecin, e no dia 08 de agosto partia para a Casa de Noviciado em Klecza Dolna.

1923 - Passa um ano na Casa salesiana de Przemysl (Paróquia e escola para organistas) como vigário cooperador, aguardano a possibilidade de partir para as missões.

1924 - Em fins de outubro, recebe, na Casa Mãe de Turim, o crucifixo dos missionários das mãos do Servo de Deus Pe. Filipe Rinaldi. Parte a 10 de novembro para o Brasil, chegando ao Rio em 27 de novembro. - É enviado a trabalhar em São Feliciano (hoje Dom Felício - RS), 5º Distrito em Encruzilhada do Sul, entre os colonos poloneses. Ai chega no dia 21 de dezembro.

1927 - Em 12 de fevereiro renova os votos em Bagé - RS. Recebe-os, como delegado do padre inspetor, Pe. Teófilo Tworz.

"(...) O Pe. Rodolfo Komórek é modelo de todas as virtudes necessárias a um salesiano (...) Em consequência posso afirmar e afirmo no Senhor que o Pe. Rodolfo Komórek é em minha opinião digno de ser aceito como professo perpétuo na nossa Sociedade de São Francisco de Sales. O seu zelo pela salvação das almas e especialmente a assiduidade ao confessionário e a sua mortificação são admiráveis. Em matéria de castidade, pobreza e obediência é muito exemplar" (Pe. Constantino Zajkowski, SDB, superior do Pe. Rodolfo em São Feliciano-RS).



1929 - Como preparação aos votos perpétuos é enviado a Niterói-RJ, Casa regular, na qualidade de adido ao Sanatório de Nossa Senhora Auxiliadora. Lá trabalhou até 1933.


"Posso afirmar até com juramento, se preciso, que sempre tive o Pe. Rodolfo na conta de santo. Admirei, naqueles três anos de Niterói, a sua exemplar observância religiosa, o seu espírito de penitência a toda a prova e a delicada e serviçal caridade para com todos. Afirmo não ter observado nele nenhuma falta, nem mesmo venial, nem sequer imperfeição: ao contrário extasiei-me diante de uma escrupulosa observância religiosa, dum zelo sacrificado pelas almas e duma encantadora caridade para com todos. Todos indistintamente, superiores, alunos, empregados e povo de Niterói, o amavam, admiravam e reverenciavam" (Pe. Pedro Pinto).




1930 - Em 28 de janeiro faz a profissão perpétua em Lavrinhas - SP.

1934 - É enviado a Luis Alves-SC para cuidar dos colonos italianos, alemães e poloneses.

1936 - É destinado, como confessor e professor, ao seminário de Lavrinhas (aspirantado e, então, estudantado filosófico).
Pe. Rodolfo dando aulas
"Tenho certeza de que vou mandar para ai um santo" (carta do Pe. André Dell'Oca, provincial).

1940 - Foi destinado como pregador do retiro dos Salesianos reunidos em Campinas. De volta do Retiro, por ordem de seu Superior, passou na cidade climática de São José dos Campos, a fim de ser examinado pelo médico. O exame do Pe. Rodolfo resultou positivo: já tinha os pulmões atacados pelos germens do mal da tuberculose.

1941 - Doente dos pulmões, recolhe-se à Residência salesiana de São José dos Campos - SP, no dia 30 de janeiro à noite. O médico disse-lhe que se quisesse prolongar a vida por alguns anos deveria conservar-se em repouso absoluto. Todavia viveu ele ainda nove anos em continuo trabalho.

"Volta a esta Casa o Sr. Pe. Rodolfo Komórek, recebido com muita veneração por todos. Ele iniciou a sua cura" (crônica da casa).

1949 - Falece no Sanatório Vicentina Aranha, às 23h20 do dia 11 de dezembro. - No dia seguinte é sepultado no cemitério local. Seus funerais paralisam a cidade.
Enterro do Pe. Rodolfo
 1959 - Em janeiro da Tipografia Poliglota Vaticana imprime as "positiones seu articuli pro processu ordinario conficiendo". - Começa-se a recolher os escritos do Pe. Rodolfo e tudo o que sobre ele se escreveu.

1964 - Em 31 de janeiro, solene abertura dos processos informativos para a Causa de Beatificação e Canonização - em São José dos Campos, ainda Diocese de Taubaté.

1977 - É impresso em Roma um alentado colume de 284 páginas, o SUMMARIUM super an eius causa (Servi Dei Rodulfi Komorek) introducenda sit, recolhendo, traduzidos para o italiano, os depoimentos (nem todos transcritos integralmente) de 48 testemunhos prestados no Processo Diocesano.

1979 - Em Roma, um advogado da Congregação (advogado da Rota Romana) prepara uma antologia (informativo) dos depoimentos, corrigindo os pontos essenciais, para serem submetidos ao exame dos consultores da Sagrada Congregação para a Causa dos Santos.

1995 - Papa João Paulo II o declara oficialmente "Venerável" aos 06 de abril.

1996 - Foi feita a exumação de seus restos mortais, aos 08 de fevereiro, e foram transportados para a Capela das Relíquias na Paróquia Sagrada Família em São José dos Campos, que é constantemente visitada.

1997- Várias Campanhas de divulgação da Causa na cidade de São José dos Campos.

2012 - Dom Hilário Moser, sdb - bispo emérito de Tubarão-SC - aceitou o convite para acompanhar a Causa de Beatificação do Venerável Pe. Rodolfo Komórek, como Vice-Postulador. 

Pe. Rodolfo na internet

Em agosto foi lançado o blog do Padre Rodolfo Komórek, o perfil no facebook e o twitter, afim de divulgar a Causa também nas mídias. Tem início, o "Bote fé no Pe. Rodolfo" como dia de oração e divulgação do Venerável Pe. Rodolfo a acontecer todo dia 11 de cada mês.

2014 - Reforma da Capela Menino Jesus de Praga (Relicário do Pe. Rodolfo. E construção do Museu numa área anexa. Catalogação do Acervo.

2015 - Segunda Exumação dos Restos Mortais do Venerável Pe. Rodolfo em janeiro. Devido a reforma da Capela, presença do então bispo diocesano de São José dos Campos Dom César Teixeira, SDB.


Dados reconhecidos por Pe. Fausto Santa Catarina e Ir. Alberto Gobbo, sdb.

Um comentário:

  1. Maravilha de vida exemplar!! Ah!, se hoje tivéssemos tantos homens como este!

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